segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Candomblé de Angola




Religião afro-brasileira, de origem BANTO, que compreende as nações de Angola e Congo (Cassanges, Kikongos, Kimbundo, M´bundo e Kiocos), e se desenvolveu entre os escravos africanos que falavam a linguagem Kimbundo e Kikongo e são facilmente reconhecidos pela maneira diferente de cantar, dançar e percutir seus tambores.

Na hierarquia de Angola o cargo de maior importância é para homem Tata Nkisi (tata de inquinces) e para mulher Mametu Nkisi (Mametu de inquices), que correspondem ao Babalorixá e a Yalorixá dos Yorubás, e o Deus supremo é Zambi (Nzambi) ou Zambiapongo (Ndala Karitanga).

O Candomblé de Caboclo é uma modalidade desta nação, e cultua os antepassados.
Há uma nação que faz parte do Batuque do Rio Grande do Sul que descende de Angola, que é a Cabinda.

Os rituais da nação Angola começam com o Massangá, que é o batismo na cabeça do iniciado, feito com água doce e Obí. 
Segue então o Borí com sacrifício de animais para o uso do sangue (menga), em seguida o Ritual de Raspagem, conhecido como feitura de santo. 
Ritual de obrigação de 1 ano. 
Ritual de obrigação de 3 anos - onde muda o grau de iniciação. 
Ritual de obrigação de 5 anos, com o uso de frutas e por fim, a obrigação de 7 anos, quando o iniciado recebe seu cargo, é elevado ao grau de Tata Nkisi (zelador) ou Mametu Nkisi (zeladora). 

Após 7 anos de obrigações, será renovado a cada ano com o rito de Obí ou Bori, conforme o caso, e de 7 em 7 anos se repete as obrigações para conservar o indivíduo forte, se transformando em “Kukala Ni Nguzu”, que quer dizer UM SER FORTE.

Em frente a toda casa de Candomblé Angola existe um mastro com uma bandeira branca que representa a nação MUKUIÚ N'ZAMBI.

virligiams@gmail.com

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