quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Algumas diferenças entre "nações" do Candomblé



Muitas são as formas de culto no Brasil que utilizam a denominação CANDOMBLÉ. O motivo disso é a variedade de etnias que reduzidos à condição de escravos, chegaram ao nosso país.
Cada etnia que aqui chegou aqui no Brasil, pertencia a diferentes locais na África, tendo costumes e culturas diferentes. Aqui chegaram daometanos, yorubás, congolenses, angolanos, malês e muitos outros grupos, que procuraram manter hábitos, cultura e ritos religiosos. Foi assim que surgiu às “nações de candomblé”.

Angola, Jêje e Ketu.

A principal diferença das nações se encontra com relação às divindades, objeto do culto. Vejamos:

Mukixes para os Angolanos;
Inkices para os Congolenses;
Orixás para os Yorubás (Nação Ketu);
Voduns para os Daometanos (Nação Jêje).

Outra diferença é a variação do idioma/língua/dialeto utilizado em cada vertente:
Kimbundo para os Angolanos;
Kikongo para os Congolenses;
Yorubá para os Yorubás;
Éwé-fon para os Daometanos.

Diferem também pelo ritmo dos ilús, pelo nome que cada nação dá a estes, e também pela maneira de tocá-los:
Kongo de Ouro, Barra Vento e Kabula para as tradições Bantu (Angola e Kongo) – tocado com as mãos. Os atabaques, tem o nome de engomas ou "ngomas".

Os ritmos são:
Ijexá, Igbin, Aguerê, Bravum, Opanijé, Alujá, Adahun e Avamunha para as tradições Yorubás e Daometanas.
As denominações dos atabaques para os últimos (Jêjes) são: rum, rumpi e lé (os atabaques do Jêje diferem das outras nações até no formato, pois são colocados em suportes na horizontal)
Para os primeiros (Yorubás), os atabaques são chamados de ilubatás ou ilús – que é como gosto de chamar, sendo tocados com varetas (aguidavi) e não diretamente com as mãos (exceto o Ijexá, que se utiliza também do toque com as mãos).

Bom gente, é isso. Postarei as diferenças de cada nação separadamente. Aguardem. Abraço a todas e todos!
Lígia

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